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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Na Dúvida: Extrapole a Contagem!


Você me pergunta. Minha resposta é “sim”. É “sim” comedido; às vezes, em demasia. Não, não é exagero. “Sim” para você, para mim, para ele e para ela também.  “Sim” para tudo e para todos. Apenas “sim”. “Sim” é o bastante, mas não o suficiente. Positivo? “Sim”, mas o “não” também predomina. “Não” para isso, “não” para aquilo, para todos e para mim. Respostas? “Sim” e “não”, é claro! O que dizem? Tudo e nada ao mesmo tempo. O “sim” pode significar “não”. O “não” pode implicitar a vontade de dizer o “sim”. “Não” e “sim”. “Sim” e “não”: duas respostas objetivando intenções, atitudes, mas não à ação. Prefiro mesmo o “talvez”!


"Talvez"...

Joyce C. L. Gomes
08 de Junho de 2014
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terça-feira, 14 de maio de 2013

É sempre tempo de mudar, mas não muda


É sempre tempo de mudar, mas não muda

É comércio que trata mal o cliente. É amigo que constrange outra pessoa diante do público. É alguém que denigre a imagem do outro, sendo que sequer o conhece. É um bando de gente achando que é o melhor do que os outros. É alguém que acha que precisa passar por cima de pessoas que querem ajudar. É alguém que julga outro individuo sem ao menos conhecer. É o descaso e a falta de respeito ao colega, tomando conta da sociedade como um todo. 

Aonde estão todos? Por que todos aceitam tudo facilmente? Por que todos, ao invés de conversar, já atiram muitas pedras em cima? E por que a gente se sente tão infeliz diante disso tudo? 

É sempre tempo de mudar, mas não muda. 

É o professor cobrando atitudes e desejando as melhores coisas para seus alunos. É o pai e a mãe ausentando-se da vida de seus filhos. É uma criança chorando porque a sua mãe se foi e ela não pode fazer nada voltar no tempo. É outra criança que sofre caladamente com um tiro nas costas, sem ao menos ter tempo de fugir ou se defender. É o amor incondicional que acaba se tornando frustrado porque nunca vem. 

Onde estão todos que não enxergam os apelos dos amigos? E dos colegas? Onde estão todos que diminuem uma pessoa só por causa de um mal entendido? 

Quem julga? Você? Eu? A criança? Todos! 

É sempre tempo de mudar, mas ninguém muda. 

Ninguém muda porque não quer mudar. E eu sinto, sinto muito pela criança que precisa viver longe da sua amada mãe. Pela criança que morreu baleada numa rua qualquer por causa da ganância humana. E pelos pais que se ausentam da vida de seus filhos porque precisam trabalhar. E eu sinto muito pela mesma ganância de pessoas que sequer respeitam os seus clientes, os seus amigos e os seus familiares. 

Sinto muito pela ganância humana achando que deva copiar a receita de outra pessoa, crendo que tudo dará certo igualmente. E até mesmo pela ganância da idolatração em demasia desnecessária porque deixa de repeitar o seu próprio caráter em prol de algo que não é seu. 

Onde estão todos que não observam o mal que fazem ao próximo? 

É sempre tempo de mudar, mas não muda! 

Eu não mudo, você não muda, o sistema não muda, a criança não vive, a outra sobrevive, as pessoas diminuem outras, julgam mal sem ao menos saber por quê... 

Não há tempo para mudanças, muito menos para reflexões e tão pouco para sentir na pele aquilo que o outro sentiu! 

É tão mais fácil manter como tudo está!


Joyce Gomes
14/05/2013
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cenário da Vida.



















A noite vai, o dia vem. A estrela brilha e aponta para algo que sequer podemos ver. O foco do seu brilho ilumina a parte inferior. A luz alaranjada acompanha as estrelas em sua jornada solitária. A noite cede lugar, deixando o monólogo para o dia.

Mas a luz alaranjada, em sua teimosia, insiste em permanecer no tablado um pouco mais de tempo, mesmo depois da claridade surgir. Essa claridade ganha força, deixando a cor azul com resquícios de tom amarelado.

A brisa acompanha essa adaptação madrugada adentro e acaricia corpos com sua leve calmaria. O sopro se ameniza no passar das horas. Ao passo que, o amarelão ganha destaque no infinito.

Noite, madrugada, manhã, tarde... Tudo se transforma quase num piscar de olhos. As mudanças ocorrem para aqueles que observam. Percebo a beleza dos momentos através desse cenário, dessa iluminação...

Acorda! A peça já está estreou!

Joyce Gomes
20/02/2012

domingo, 7 de agosto de 2011

Parelha Estrelar



















Injusto tempo que fere
Cala-te, não espere
Veja, a luz está a brilhar
Siga o coração a palpitar.

Negro calar da noite,
Pensamentos nebulosos
Dizendo por um instante
Confirmando os entremeios
Deixe-se amar sem receios!

Joyce C. L. Gomes

Sina





















Partiu para o desconhecido
Com destino indefinido
Encontrou seu abrigo
Que estava gorado.
Seus sentimentos eram um pingo,
Era um pingo de temperamento.
Era afeto de um falso amigo
Que agora era inimigo.

A estrada ela seguiu,
Triste por perder e Feliz por ganhar
A vida seguiu
Sem esquecer
Daquele grande amigo
Que a vida se encarregou de desviar.
Quando tudo passou,
Feliz voltou a ficar...

A surpresa foi maior
Que a vida voltou a lhe dar!
A curva se tornou um círculo...
Vai e vem, vem e vai...
Quem vai desenganado,
Volta apaixonado
Saltitando uma canção...
Viva que vem do coração!


Joyce C. L. Gomes
08 - Outubro - 2002

sábado, 6 de agosto de 2011

Cota in Blue


Chora.
Pensamentos perdidos.
A certeza da incerteza.
O querer falar sem pronunciar...

Chora.
Incompreendida.
Sem despertar atenção alguma.
Platéia vazia.

Chora.
O admirável submergido.
Parte, para trás.
Ventos desmedidos, inovação.

Pensa.
Sorri. 
Levanta a cabeça.
Os olhos.
O corpo.
Horizonte próximo...

Avante!


Joyce Gomes
19 - Dezembro - 2006

Minha inspiração
























Está voando por entre as ruas desta cidade.

É livre mesmo sendo aprisionada.

É presa mesmo sendo libertada.

Queria agarrá-la com as mãos, mas, é intocável!

Onde estará neste exato momento?

Queria tanto reencontrá-la...

Você me ajuda?

Joyce C. L. Gomes

23 - abril -2003

sábado, 30 de julho de 2011

Presente Raro


Em que lugar estais se não na fantasia?
Donde estais tal suspiro jamais relembrado?
Passado vindo de recordações nunca recordado?
Presente longínquo de frustrações sem demasia.
Dado, Presente Raro...


Lembranças, conheço de onde vieram....
De mãos dadas para lugar nenhum.
É passado recordado doutrinado
Destinado, retornado a ancião algum.
Raro, Presente Dado...


Joyce C. L. Gomes
30 - agosto - 2002

Ensejo (Oportunidade)

Viva a vida,
Seja você!
Se anime,
Faça o que deseja!
Não se iluda mais.
Vá ser feliz!
Não se preocupe e
Deixe correr
Que irá esquecer.
Apenas se divirta.
Com o que está por vir...
Esqueça quem lhe magoou!
É duro mas,
Aquilo já passou!


Joyce C. L. Gomes
15 - janeiro - 2002