Mostrando postagens com marcador piada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador piada. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Dia de Paralisação, por Joyce Gomes e Anderson Borges



Amanhã é o dia da paralisação geral. Ônibus, trem... Quase tudo vai parar! Mas o táxi não! Então a Angélica disse:

- Vou de táxi "cê" sabe "tava" morrendo de saudade!

E o Demônios da Garoa completou:

- Moro em Jaçanã, se eu perder esse trem que sai agora às onze horas só amanhã de manhã.

E os integrantes do Ratos de Porão finalizaram cantando:

- Nasci para liberdade e cresci para morrer. Crucificados pelo sistema... Morri sem esquecer o povo que ficou crucificados pelo sistema...

(...)



---
Anderson Borges de Santana
Professor da Rede de Ensino de Suzano, Graduado em Pedagogia (UMC), Pós-Graduado em Educação Especial (Uninove), participante da Diretoria Executiva da Associação Cultural Opereta, bem como do Núcleo Teatral e Comunicação da Opereta e integrante do Cia. Siso Teatral. Atualmente desenvolve o blog da Associação Cultural Opereta.



Joyce Cristina Leme Gomes
Professora da Rede de Ensino de Poá, Graduada em Letras (UBC), Graduando em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda (UMC). Conquista da Menção Honrosa e de Prêmios com o grupo Vibe Comunicação na UMC: Relatório Acadêmico "Do Fusca ao New Beetle: Trajetória de Campanhas (Menção Honrosa - 2009)"; Painel, Relatório e Campanha Alternativa "Marketing Esportivo no Futebol" (Prêmio Excelência - 2010); Painel e Campanha Publicitária "Associação Cultural Opereta" (Prêmio Excelência - 2011). Participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UMC) com a pesquisa "Trajetória de campanhas do Fusca e o seu impacto sobre o consumidor" (2010/2011). Finalizou recentemente o curso Elaboração de Materiais Didáticos com Recursos Tecnológicos e Produção de Conteúdo para Educação Online (SENAC/2013). É voluntária, desde 2011, como Secretária na Diretoria Executiva, bem como na Comunicação da Instituição Cultural Sem Fins Lucrativos Associação Cultural Opereta. Conquista do Prêmio (2011) e da Menção Honrosa (2012) no 7º e 8º Prêmio Mogi News/ Chevrolet de Responsabilidade Social com o Projeto "Passos da Paixão", da Associação Cultural Opereta. Atualmente desenvolve os blogs Associação Cultural Opereta, Balcão da Arte, Guitarra Flutuante, Joyce Gomes: Professora e Publicitária e Passos da Paixão.


---
Guitarra Flutuante 
Contato: joycegomes73@hotmail.com
Facebook: Guitarra Flutuante
Google Plus: Guitarra Flutuante

sábado, 10 de setembro de 2011

Linha Cruzada

Toca o telefone. Alguém atende e diz:

- Emergência... 

Nesse instante, grita uma voz feminina, porém meio distante do fone, no outro lado da linha:



- SOCORRO! SOCORRO! SOCORRO!...


O atendente consegue captar o local exato da ligação e envia a polícia, o bombeiro e o resgate.

Depois de dez minutos, todo o pessoal chega ao local indicado pelo atendente. O policial pega o revolver. O paramédico prepara a maca para levar à possível vitima. O bombeiro fica próximo da válvula da mangueira prevendo uma possível explosão. E curiosos se aproximam para ver o que está realmente acontecendo...
O policial atento a todos os movimentos da redondeza, certifica-se de que se o revolver está carregado e, no instante seguinte, chuta a porta. A porta bate fortemente contra a parede e o guarda entra na casa ligeiramente. 

Ao entrar na residência, se depara com uma moça sentada na frente da televisão com um celular na mão. A jovem estava assustada, porém rapidamente se pronunciou:

- Seu policia... tava liganu pru meu pegueti puquê eli mi mandô uma messagi tão zicada logu quandu abri ozóio... - A moça mostrou o celular para o policial e continuou a falar – daí, grudei o dedu no celulá pra ligá e caiu na mergência na hora que a muié tava fuginu du bandidu na TV...

O policial irritado e incrédulo com a desculpa esfarrapada da garota, deu sinal para os demais entrarem e disse para a garota:

- Pois agora tu vai ligar pro seu namorado lá do Depê!


Joyce C. L. Gomes - 10/09/2011

domingo, 7 de agosto de 2011

Partida na TV

Já está na hora, vem me ligar! Pronto, foi difícil? Fica aqui, não quer me ver? Ah! Você vai apagar o fogo e já volta? Claro, agora vai me assistir!

Este não, o próximo, por favor! Como sabe que é o meu favorito? Ih! Está no intervalo, mas falta pouco para recomeçar.

O principal está voltando... Notou alguma diferença?

Está vendo aquela coisa redonda que rola no gramado? Sim, a própria... Vou lhe contar um segredo: ela é a minha paixão. Não diga nada para ninguém, pois ela é tímida. Já esta acanhada com aquele par de chuteiras que a domina.

Olha como gritam, pulam... veja, até mesmo a torcida do time adversário!

Passa um, dribla outro e mata no peito: Goooool!

A metade está feliz enquanto a  outra, inconformada.

Não se desespere a final do jogo é na semana que vem...

Joyce C. L. Gomes
05 – Abril - 2002

sábado, 30 de julho de 2011

Presente de Presunto

- Não imaginava que iria encontrar-lhe aqui - espantou-se Manoel ao se deparar com Joaquim.

- Ele era muito querido para mim. Não pude negar esta última homenagem... - respondeu Joaquim.

- Realmente era muito querido... - repetiu Manoel - no dia do meu casamento espantou todos os meus convidados...

- Mas ele não bebe! Não é o seu estilo... - completou Joaquim.

- Agora não bebe, mas bebia. Bebia e não era água, mas, cerveja bebia até a última gota.

- Pode ser, depois da morte da esposa... - disse Joaquim.

- Ele mudou muito, parou de beber... Mas deve ter dado graças a Deus pela morte dela, pois fiquei sabendo que levou os filhos que tivera fora do casamento para o atual lar da falecida... - ressaltou Manoel.

- Não é possível... Ele tinha apenas um! - espantou-se Joaquim.

- Sim, apenas um com a falecida e cinco com a amante! Inclusive a amante era casada com um otário que achava... - continuou Manoel - As aparências enganam. Ele aparentava ser um político, ainda mais pelo discurso que fazia... E você acha que era? Que nada! Ele era um ladrão que vivia passando a mão...

- Não sabia que... - hesitou Joaquim.

- Pois é...

- Que cretino! Mas alguma coisa de bom deve ter feito. Não fez?

- Com toda a certeza! Ficou com a minha casa, com os meus supostos filhos, com a minha esposa... Ah! Ainda ganhou um brinde: a bruxa da minha sogra! - continuou Manoel - Vou me despedir do falecido. Você vem?

- Depois de tudo o que ouvi, não fico mais aqui - e foi de encontro ao morto.

- Quem é ele? - indagou Manoel.

- Não o reconhece? É o João - replicou Joaquim.

- Ih caramba! Velório errado... - matutou Manoel retirando-se do local.

Joaquim trombou com outro conhecido e retornou o antigo mexerico...



Joyce C. L. Gomes
18 - outubro - 2002