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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Quero mesmo é morar com os leões!

Há tempos, muitas crianças brincavam na rua. Naquela época ainda não havia preocupações com assaltos, bandidos, sequestros. As crianças apenas brincavam de pega-pega, esconde- esconde, cantavam, dançavam ou ficavam apenas sentadas nas guias descansando. Enquanto isso, nesse meio momento de bagunça, os adultos sentavam na calçada, encostavam-se contra a parede e ficavam proseando com os vizinhos. 

Algumas ruas eram largas, outras estreitas, mas mal passavam carros ainda... As pessoas conversavam umas com as outras. Os vizinhos não eram apenas conhecidos de cumprimentos como é hoje em dia. Eles batiam na porta para pedir açúcar ou sal e ficavam mais um tempinho conversando. Além dessa aproximação, cumprimentavam-se, abraçavam-se, demonstravam afeto ou, apenas, se consolavam. 

Os vizinhos eram mais do que conhecidos; eram amigos, irmãos, primos, apenas por consideração. Antigamente, contava a minha avó que as ruas eram bem agitadas, cheias de calor humano, respeito ao próximo, sendo este amigo, tia ou pai. E se tratavam por “compadre” e “comadre”. E as crianças tomavam padrinhos ou primos emprestados.

Nessa época, a escola era para uma minoria. Não era comum mandar as meninas para a escola. E os meninos eram obrigados a estudar para trabalhar e sustentar a família, que futuramente formariam. 

Hoje em dia, quase todas as crianças estão na escola e a maioria não quer nem aprender. As pessoas não se conversam e nem se tratam respeitosamente. Não há abraços, afeto e muito menos conversas. O que há é pessoas que se intitulam amigas e passam a maior parte do tempo ausentes da vida outro. As pessoas utilizam a tecnologia para se comunicar e perdem o calor humano. Elas chegam ao curso universitário, mas não são todas que conseguem interpretar textos. Essas mesmas pessoas estão vivenciando um mundo caótico, onde o egocentrismo predomina e a carnificina está à solta. Hoje é normal ser banal.

Está tudo tão moderno e sem limite. Os valores aprendidos foram esquecidos. O pensamento sobre a depressão e o suicídio são constantes. E as pessoas dominadas pelas propagandas e o consumo desenfreado de produtos sempre querem ter mais e descobrem que nunca tiveram o suficiente. É perceptível que os valores foram distorcidos. O certo se tornou errado. E o individualismo sufoca e desestrutura até mesmo o coletivo familiar.

As desconstruções dos valores continuam. Não há como voltar ao passado. E as ausências continuam...

Quero mesmo é morar com os leões no zoológico (porque nem florestas existem mais)! Mas em espaços diferentes, é claro!



Joyce C. L. Gomes
10 de novembro de 2014

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terça-feira, 3 de junho de 2014

O passarinho


Para Anderson,

Passarinho passa aqui, passa ali, voa, cutuca a parede, tenta fugir, mas está preso num canto. Bica, bate, chuta, voa. Continua preso. Vira pra cá, anda pra lá. Continua preso. Sobe numa madeira, desce. Continua preso. O passarinho precisa do céu, mas não consegue encontrar a saída. A saída é distante e ele continua pulando aqui, saltando ali... Então, depois de tanto tempo insistir, um par de mãos se aproxima, apanha e leva-o porta a fora, libertando-o, permitindo com que ele voe para o horizonte.

Quem não ama, se sente como o passarinho até que vem alguém e o liberta para viver um grande amor! E essa pessoa que liberta nos faz feliz pois, pela primeira vez, permite conhecer um sentimento tão belo como esse!

Você é essa pessoa que me libertou do meu próprio mundinho.

Te amo!

Joyce Gomes
10 de julho de 2012




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terça-feira, 22 de maio de 2012

Jogo no Céu

Desenho feito com pastel oleoso, pena e tinta nankin.

A guardiã, sentada no colo de sua Mãe, vê o cometa correr por entre outros planetas. Quando este maratonista se aproxima da base dela, pede-lhe:


- Permita com que minha protegida seja feliz e faça o amado dela mais afortunado ainda!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Casa no Campo


Cada local é único, assim como as Bananas e as Maçãs que desenhei noutro dia são.
O desenho não tem hora certa para ser feito. É como se fosse uma inspiração que surge do nada!
O desenho "Casa no Campo" surgiu junto com as Bananas e Maçãs que o Anderson Borges me ensinou noutro dia e, assim como ele começou o desenho, eu pintei!
Desenho feito com pastel oleoso, pena e tinta nankin.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cenário da Vida.



















A noite vai, o dia vem. A estrela brilha e aponta para algo que sequer podemos ver. O foco do seu brilho ilumina a parte inferior. A luz alaranjada acompanha as estrelas em sua jornada solitária. A noite cede lugar, deixando o monólogo para o dia.

Mas a luz alaranjada, em sua teimosia, insiste em permanecer no tablado um pouco mais de tempo, mesmo depois da claridade surgir. Essa claridade ganha força, deixando a cor azul com resquícios de tom amarelado.

A brisa acompanha essa adaptação madrugada adentro e acaricia corpos com sua leve calmaria. O sopro se ameniza no passar das horas. Ao passo que, o amarelão ganha destaque no infinito.

Noite, madrugada, manhã, tarde... Tudo se transforma quase num piscar de olhos. As mudanças ocorrem para aqueles que observam. Percebo a beleza dos momentos através desse cenário, dessa iluminação...

Acorda! A peça já está estreou!

Joyce Gomes
20/02/2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

sábado, 26 de novembro de 2011

Lagarta... Borboleta!

Lagarta.

Borboleta.

Casulo.

Liberdade.


Beleza.

Alegria.

Tranquilidade.

Felicidade.


Casulo fechado.

Borboleta Livre.

Borboleta fechada.

Casulo Livre.


Liberdade interna.

Externa a liberdade.

Voa.

Paquera.

Escolhe a flor mais bela.

Pousa...

Vive!


Ciclo.

Casulo.

Liberdade.

Liberdade.

Casulo!


Joyce Gomes
26/11/2012