Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de março de 2018

Saudades


Mata-me de inquietações. Grito frases desconexas em minha mente. Palavras dizem tudo, mas o silêncio permanece. Sinto-te perto e distante. Minha mente prega peças. Meu coração aquieta-se. Onde estará você nesse louco devaneio?

Minha mente implora. Meu coração lamenta. E as lágrimas correm pela minha face. Tua presença, saudade, é desnecessária. Dificuldades existem. Isolamentos também. Cala-te silêncio! Vai-te para o além!

Recordações e sofrimentos: sentimentos que me cercam. Eu queria querer, mas não posso mais. Como pode alguém amar e querer ficar longe? Não entendo mais...

É Deus, leva-me para o teu aconchego!

Joyce C. L. Gomes

---
Guitarra Flutuante 
Contato: joycegomes73@hotmail.com
Facebook: Guitarra Flutuante
Google Plus: Guitarra Flutuante

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Silêncio

O silêncio bate à porta. Ninguém vem atender. O grito mudo é silêncio. O silêncio bate a janela. As portinholas voam e batem na parede, mas ninguém pode ouvir. O silêncio voa junto do ar, do vento..., mas ninguém pode sentir. O olhar transborda de silêncio. O amor, a paz, a inquietação... tudo é possível no silêncio.

O recomeço vem depois da quietude. Mas a plenitude vem depois do recomeço? Sempre é tempo de recomeçar, de iniciar... o princípio pode ser todas às vezes. Depende do olhar, do amar, do falar. Ah! O amor... 

A batida do coração, ninguém pode ouvir. Mas quando para, todos estão a chorar.

“Silêncio! ”

“Mas eu quero falar! ”

“Mas eu não quero te ouvir, fica quieto! ”

“Por favor, só mais uma frase...”

“Silêncio! ”

E a boca fica muda, o coração matraca saltitando.

“Eu nasci para te amar”.



Joyce Gomes
---
Guitarra Flutuante 
Google Plus: Guitarra Flutuante

terça-feira, 3 de junho de 2014

O passarinho


Para Anderson,

Passarinho passa aqui, passa ali, voa, cutuca a parede, tenta fugir, mas está preso num canto. Bica, bate, chuta, voa. Continua preso. Vira pra cá, anda pra lá. Continua preso. Sobe numa madeira, desce. Continua preso. O passarinho precisa do céu, mas não consegue encontrar a saída. A saída é distante e ele continua pulando aqui, saltando ali... Então, depois de tanto tempo insistir, um par de mãos se aproxima, apanha e leva-o porta a fora, libertando-o, permitindo com que ele voe para o horizonte.

Quem não ama, se sente como o passarinho até que vem alguém e o liberta para viver um grande amor! E essa pessoa que liberta nos faz feliz pois, pela primeira vez, permite conhecer um sentimento tão belo como esse!

Você é essa pessoa que me libertou do meu próprio mundinho.

Te amo!

Joyce Gomes
10 de julho de 2012




---
Guitarra Flutuante 
Contato: joycegomes73@hotmail.com
Facebook: Guitarra Flutuante
Google Plus: Guitarra Flutuante

terça-feira, 14 de maio de 2013

É sempre tempo de mudar, mas não muda


É sempre tempo de mudar, mas não muda

É comércio que trata mal o cliente. É amigo que constrange outra pessoa diante do público. É alguém que denigre a imagem do outro, sendo que sequer o conhece. É um bando de gente achando que é o melhor do que os outros. É alguém que acha que precisa passar por cima de pessoas que querem ajudar. É alguém que julga outro individuo sem ao menos conhecer. É o descaso e a falta de respeito ao colega, tomando conta da sociedade como um todo. 

Aonde estão todos? Por que todos aceitam tudo facilmente? Por que todos, ao invés de conversar, já atiram muitas pedras em cima? E por que a gente se sente tão infeliz diante disso tudo? 

É sempre tempo de mudar, mas não muda. 

É o professor cobrando atitudes e desejando as melhores coisas para seus alunos. É o pai e a mãe ausentando-se da vida de seus filhos. É uma criança chorando porque a sua mãe se foi e ela não pode fazer nada voltar no tempo. É outra criança que sofre caladamente com um tiro nas costas, sem ao menos ter tempo de fugir ou se defender. É o amor incondicional que acaba se tornando frustrado porque nunca vem. 

Onde estão todos que não enxergam os apelos dos amigos? E dos colegas? Onde estão todos que diminuem uma pessoa só por causa de um mal entendido? 

Quem julga? Você? Eu? A criança? Todos! 

É sempre tempo de mudar, mas ninguém muda. 

Ninguém muda porque não quer mudar. E eu sinto, sinto muito pela criança que precisa viver longe da sua amada mãe. Pela criança que morreu baleada numa rua qualquer por causa da ganância humana. E pelos pais que se ausentam da vida de seus filhos porque precisam trabalhar. E eu sinto muito pela mesma ganância de pessoas que sequer respeitam os seus clientes, os seus amigos e os seus familiares. 

Sinto muito pela ganância humana achando que deva copiar a receita de outra pessoa, crendo que tudo dará certo igualmente. E até mesmo pela ganância da idolatração em demasia desnecessária porque deixa de repeitar o seu próprio caráter em prol de algo que não é seu. 

Onde estão todos que não observam o mal que fazem ao próximo? 

É sempre tempo de mudar, mas não muda! 

Eu não mudo, você não muda, o sistema não muda, a criança não vive, a outra sobrevive, as pessoas diminuem outras, julgam mal sem ao menos saber por quê... 

Não há tempo para mudanças, muito menos para reflexões e tão pouco para sentir na pele aquilo que o outro sentiu! 

É tão mais fácil manter como tudo está!


Joyce Gomes
14/05/2013
---
Guitarra Flutuante 
Contato: joycegomes73@ hotmail.com
Facebook: Guitarra Flutuante
Google Plus: Guitarra Flutuante

terça-feira, 22 de maio de 2012

Jogo no Céu

Desenho feito com pastel oleoso, pena e tinta nankin.

A guardiã, sentada no colo de sua Mãe, vê o cometa correr por entre outros planetas. Quando este maratonista se aproxima da base dela, pede-lhe:


- Permita com que minha protegida seja feliz e faça o amado dela mais afortunado ainda!

domingo, 7 de agosto de 2011

Guitarra Flutuante

Era sábado com aquela deliciosa brisa gelada outonal que ecoava nos mais variados lugares. Sábado como qualquer outro para todos, menos para mim. Era mais um dos muitos sábados que uma certa figura me chamava, um certo aparelho que me enlouquecia com apenas uma voz que se encontrava calada. Era um sábado... sábado em que chamava a fala sedutora daquele rapaz pelo telefone. Não era mais um sábado como os outros já ocorridos. Era um sábado, véspera de domingo, véspera dos Dias das Mães... Enfim, era um sábado que me chamava diretamente para conversar com um telefone que não possuía vida própria senão por intermédio de uma voz... Era apenas um sábado outonal que me seduzia com apenas um aparelho que não falava, mas, que seduzia...

Aquele telefone que era frio na aparência, mas que por de trás ardia num derradeiro esplendor que jamais se repetirá. Aquele discurso sedento de atenção conduzia-me na mais inocente malicia para algo totalmente memorável. Aquela voz ganhava minha persistência e dava o mapa de sua mina.

Meu olhar à janela, devia estar reluzente, avistava a quem queria bem, acompanhado de alguém ocultado no telefone. Fora ocultado para não perder a guerra da persistência que na mais pia inocência eu cedia. Fitei-o, contemplei seu olhar clamando por sua presença naquela rua vazia de habitantes. Onde ecoava na esquina mais próxima uma música familiar, uma música que desde bebê eu ouvia...

Arquitetava mil e uma coisas dentro de meu cérebro. Ouvia sem ouvir. Olhava sem olhar. Tímida com aquela presença desconhecida. Com o coração nada ponderado. Indagando a minha presença numa hora nada propicia para uma conversa a dois.

Meus lábios sedentos de água naquela rua deserta, sob um sol decadente... Minha mente demente perguntava sobre minha presença estimulada sabe-se lá pelo quê...

A inocência ao ouvir sobre a atual pequena, a nova namorada, fez-me crer que era hora de abandonar o navio. Procurar ganhar a rua, ganhar a hora atrasada do serviço. Mas estátua eu era! Observava aquele olhar empoleirado no muro, admirava aquele dedinho mindinho que era o mais gigante no meu coração. Contemplava aquele jeito encantador. Circulava meu olhar por seu corpo para mais rápido voltar naquela boca que, um dia quis muito beijar com ardente paixão.

Sua mente planejava alguma coisa que eu desconhecia. Entrou em sua casa. Eu fugia devagar. O seu amigo avisou da minha fuga. Escondi. Telefonou. Esperei escondida indagando a sua volta. Seu amigo avisava da minha partida, enquanto eu caminhava lentamente esperando à volta do meu tesouro que não tardou a aparecer.

Sua indagação sobre minha saída fugitiva questionava com aquele meu anel entre seus dedos. Extorquia-me um beijo que tanto quis dar, cobrava um beijo que eu não sabia como ganhar. Estranha era aquela sensação mas, mais doce era a idéia que me cativava. Pressionava-me com aquela argolinha entre os dedos pedindo apenas um beijo em sua face, um beijo mais formal. Mesmo queimando na minha mente a resposta; ainda, hesitante, estava.

Procurava uma distração para nada responder. Ganhava tempo para algo que não sabia como entregar. Seus lábios secos assim como os meus, ainda indagavam uma única atitude ou afirmação. Era apenas um beijo formal, nada mais. Hesitei tanto devido apenas um beijo amigável. Enquanto se afastava com aquele objeto na mão... Seria um beijo nada promissor...

Sua boca pronunciava, apenas, um beijo no rosto. Já estava eu confiante ma decisão. Sua Mao mostra o anel. Aproximava do seu corpo para beijar-lhe a face. Não sei qual química me afetou, qual lhe afetou, mas... Abri os meus olhos e não acreditei no que havia feito. Parecia ser um sonho, mas, não era... Primeiro beijo... Primeiro tímido toque labial...

Aquela mão com dedos calejados acompanhado de um tom tão agradável puxava-me contra seu corpo, encostava-se à parede... Outro toque.

Meu compromisso já bem atrasado me chamava. Seu amigo saía de dentro daquele casulo. Ganhava eu, aquela rua, para minutos mais tarde levar sermão do patrão.

Mas eu não andava, flutuava! Meu primeiro beijo, primeiro beijo com... Escorria a tarde, mas meu pensamento era fixo: era sua guitarra e não sabia!

Era sábado, nada mais do que um sábado véspera de Domingo, véspera do Dia das Mães. Véspera do Dia das Mães, mas quem ganhou o presente foi a filha...

Joyce C. L. Gomes
09 – Maio - 1998

Você


Doce inventor,
Caro companheiro,
Delicado incógnito,
Gentil amado,
Terno despercebido,
Meigo amante,
Cortês mestre,
Solitário pedinte...
Premiou o amor!
É um desejo
Sempre presente.
Miragem
Que nunca some
E a inspiração
Que sempre surge!


Joyce C. L. Gomes
11 - Janeiro - 2002