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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cenário da Vida.



















A noite vai, o dia vem. A estrela brilha e aponta para algo que sequer podemos ver. O foco do seu brilho ilumina a parte inferior. A luz alaranjada acompanha as estrelas em sua jornada solitária. A noite cede lugar, deixando o monólogo para o dia.

Mas a luz alaranjada, em sua teimosia, insiste em permanecer no tablado um pouco mais de tempo, mesmo depois da claridade surgir. Essa claridade ganha força, deixando a cor azul com resquícios de tom amarelado.

A brisa acompanha essa adaptação madrugada adentro e acaricia corpos com sua leve calmaria. O sopro se ameniza no passar das horas. Ao passo que, o amarelão ganha destaque no infinito.

Noite, madrugada, manhã, tarde... Tudo se transforma quase num piscar de olhos. As mudanças ocorrem para aqueles que observam. Percebo a beleza dos momentos através desse cenário, dessa iluminação...

Acorda! A peça já está estreou!

Joyce Gomes
20/02/2012

domingo, 7 de agosto de 2011

Partida na TV

Já está na hora, vem me ligar! Pronto, foi difícil? Fica aqui, não quer me ver? Ah! Você vai apagar o fogo e já volta? Claro, agora vai me assistir!

Este não, o próximo, por favor! Como sabe que é o meu favorito? Ih! Está no intervalo, mas falta pouco para recomeçar.

O principal está voltando... Notou alguma diferença?

Está vendo aquela coisa redonda que rola no gramado? Sim, a própria... Vou lhe contar um segredo: ela é a minha paixão. Não diga nada para ninguém, pois ela é tímida. Já esta acanhada com aquele par de chuteiras que a domina.

Olha como gritam, pulam... veja, até mesmo a torcida do time adversário!

Passa um, dribla outro e mata no peito: Goooool!

A metade está feliz enquanto a  outra, inconformada.

Não se desespere a final do jogo é na semana que vem...

Joyce C. L. Gomes
05 – Abril - 2002

Hola





































Que rola que sola que cola... sou eu...

Dribla, replica, implica... sou eu...

Redonda, sedenta, chutada... sou eu...

Pisoteada, amparada, acanhada... sou eu...

Empenhada, chutada, lançada... sou eu...

Amada, odiada, renegada... sou eu...

Comportada, respeitada, pelada... sou eu...

Tola, boba, mola... sou eu...

Desgraçada, desamada, desamparada... sou eu...

Você, ganha, eu... ou...

Eu, ganho, você...

Descobriu?


Joyce C. L. Gomes
27 - Junho - 2002

sábado, 6 de agosto de 2011

Essência mágica


A beira-mar mandava sua brisa inquietante bater à face. Jovens tão mais velhos que um jovem, beijando a boca de um uísque. O negrume da noite trazia o horizonte para o desembocar da areia perante a tranqüilidade da onda. A trilha repleta de jovens que se divertiam em grande escala. Um caminho de areia e em suas bordas árvores típicas de praia. A Lua e suas companheiras brilhavam na calada da noite abarrotando os seus ouvidos com vozes tagarelas e espirituosas. Abençoavam jovens enamorados que se entretinham fisicamente. O ruído daquele barato presenteava, com o esplendor, a vida. A agitação imperava naquela madrugada. A magia, em Riviera, enfeitiçava a todos enquanto distraía a mais sorridente Mãe que presente estava... 


Joyce Gomes 
01- Outubro - 2002




O despertar de um novo dia

A claridade já aparecia por entre os vãos da janela. O despertador despertava num gritar ensurdecedor. Porém, os olhos que presente ali estavam, se encontravam perdidos num dos sonos mais profundos que jamais havia sido presenciado. A mão ecoava pelos ares para acertar o minúsculo botão que se escondia na cômoda empacotada de papéis. Tal escandaloso já indicava seis horas da manhã... Sentiria enraivedecido com a bofetada que uma mão desnorteada lhe acertara, caso tivesse sentimentos próprios, mas não, simplesmente aquietou-se, tornando o ambiento tranquilo novamente.

A mão certeira voltava-se ao seu leito. Uma jovem moça se debruçava como que se dissesse que havia se ludibriado com o mais belo dos belos sonhos. Seu rosto, ainda adormecido, sorria delicada e desconcertadamente. O relógio já abatido por tal mão se pronunciava novamente. E a mão, agora mais acordada do que anteriormente, acertara-o logo de primeira. O gritar do relógio agora dava espaço ao rangido da porta que se entreabrira quase que de imediato. Uma voz ecoara para dentro do quarto, porém, incompreensível tal como o cantarolar das sereias se assim existissem. A voz, mais uma vez se pronunciou, iluminou o restante do quarto da moça que tateava o chão com os pés a procura de seus chinelos e saiu de seu quarto, rumo a mais um devaneio real.


Joyce C. L. Gomes
26 - Janeiro - 2008